Geração Distribuída

Os avanços na legislação ambiental e os incentivos dos créditos de carbono em meados de 2005 e 2006 resultaram nos últimos anos em uma grande expansão no número de biodigestores instalados no Brasil.

Em 2005, este sistema de tratamento de dejetos animais era visto com grande desconfiança pelos produtores rurais e o biogás era queimado exclusivamente para a produção de créditos de carbono. Hoje se observa que a instalação de biodigestores teve grandes avanços, a confiança no sistema é sólida e o produtor vislumbra a utilização do biogás dentro da propriedade para aquecimento e principalmente geração de energia. Nesta área é recorrente o questionamento sobre a possibilidade de venda da energia para as concessionárias locais.

O que poucos estão sabendo é que isto sim, já é uma realidade, ou seja, já é possível através da combustão do biogás produzir energia e vender para a rede local. Este é o conceito de geração distribuída. Regulamentada pela ANEEL desde 2009, a geração distribuída consiste em instalar pequenas fontes geradoras de eletricidade próximas ao local de consumo, seja ele uma casa, uma fábrica ou uma granja. Além disso, permite a venda do excedente de energia produzido para a concessionária local de energia, tornando-se uma fonte de renda extra para o produtor rural. A figura abaixo ilustra o esquema de operação da geração distribuída.

GDDe um lado temos a fonte de geração convencional interligado à linha de transmissão e distribuindo eletricidade na rede, de outro temos o produtor rural que cria suínos ou bovinos por exemplo. Este produtor possui um biodigestor. O biogás produzido é canalizado para o gerador que queima o biogás e gera eletricidade para a própria propriedade e o excedente é enviado para a linha de distribuição.

A geração distribuída é bastante popular na Europa, mas no Brasil, mesmo regulamentada desde 2009, na prática ainda está no início e é pouco difundida entre os produtores rurais e consumidores em geral. Como a energia é mandada diretamente para a rede de distribuição a principal exigência para a geração distribuída é a instalação de um painel de controle que permita não apenas medir o quanto está sendo gerado e enviado, mas também interromper o envio quando a rede precisar ser desligada para manutenção.

painelPainel de controle necessário para a venda de energia proveniente dos biodigestores para a rede

Um exemplo de onde este sistema já existe é a Granja Colombari, localizada em São Miguel do Iguaçu, no oeste do estado do Paraná. De acordo com informações da Plataforma Itaiupu (2010) estima-se que os dejetos dos 3.000 porcos da granja produzam diariamente 600 m³/dia de biogás durante as estações mais quentes e 450 m³/dia durante as estações mais frias .Diariamente são produzidos em média 360 kW de energia, sendo 60% consumido na própria propriedade e o restante vendido para a companhia elétrica local, COPEL. Hoje o custo com eletricidade na propriedade é igual a zero e a receita extra com a venda de energia excedente é de aproximadamente R$7.000,00 por ano.

Na prática o que se tem observado é que o investimento necessário com equipamentos, principalmente para a aquisição do painel de controle, tem tornado esta tecnologia acessível e viável somente a produções de médio a grande porte, ou seja, acima de 3.000 suínos como a Granja Colombari ou 200 vacas.

Para pequenas propriedades a ideia de vender energia para rede ainda é um pouco distante, no entanto é possível sim a geração de eletricidade a partir do biogás em pequenas quantidades para a operação de equipamentos específicos dentro da propriedade. Ordenhadeiras, bombas d’água, compressores, sistema de aquecimento são alguns exemplos de equipamentos que podem funcionar ligados a pequenos geradores. Para esta situação a BGS Equipamentos disponibiliza no mercado geradores de 1.200 W ou 1,5 HP e 3.000 W ou 4 HP que consomem respectivamente 1,5 e 3,5 m³ por hora podendo ser operado por até 6 horas por dia.

gerador

Para um produtor com 40 vacas, por exemplo, a produção média de biogás por dia é de aproximadamente 10 m³, suficiente para alimentar o gerador de 1.200 W por 6 horas e o gerador de 3.000 W por cerca de 3 horas por dia.

Estes geradores são móveis e podem ser levados a qualquer ponto da propriedade. Uma possibilidade ao produtor é conjugar os balões de armazenamento da BGS Equipamentos ao gerador, ou seja, é possível desconectar o balão de armazenamento da rede de biogás e carregar em cima de uma camionete ou caminhão juntamente com o gerador para qualquer ponto da propriedade possibilidade levar energia aonde à rede não chega.

Os geradores da BGS Equipamentos são projetados para operar com biogás e através da mudança de posição de uma alavanca no mesmo é possível também operar com gás de cozinha (GLP).

A BGS conta com uma linha completa de geradores a biogás. Para maiores informações visite a seção PRODUTOS do nosso website: www.bgsequipamentos.com.br.

 

REFERÊNCIAS

Manual de Acesso de Geração Distribuída ao Sistema da Copel: Disponível em http://www.copel.com/hpcopel/normas/ntcArquivos.nsf/0342A62F50C68EC4032577F500644B9A/$FILE/905100.pdf.

Granja Colombari – Informações: Disponível em http://www.plataformaitaipu.org/jornal-energia/com-forca-itaipu-aneel-regulamenta-geracao-distribuida-em-todo-brasil.

 WINROCK INSTITUTE. Manual de treinamento em biodigestão. Versão 2.0, 2008, Salvador, Brasil.